From Fevereiro 2013

Disney recusa publicar epílogo de Don Rosa

Don Rosa, que nos visitou no Salão do Porto em 1997, um dos mais importantes autores da Disney, nomeadamente nos comics de Donald Duck e Uncle Scrooge, viu recusado o seu epílogo “Why I Quit Comics” que iria aparecer no volume final do The Don Rosa Collection, publicado pela Egmont.
São várias as razões que aponta e que levaram ao fim da sua carreira em 2012. Desde problemas de visão, depressão e a sua natureza de “workaholic”. Mas o principal motivo para a discórdia foi quando abordou o assunto do “Sistema da Disney”, em que esta não lhe paga nenhum tipo de royalties. O que é curioso porque fazem sempre questão de colocar o seu nome no título das suas colecções. A sua resposta foi engenhosa: Don Rosa decide fazer copyright ao seu nome, de maneira a que os editores lhe tenham que pedir permissão para promover os seus livros.

But it’s an unfortunate fact that there have never been, and I ultimately realized there never will be, any royalties paid to the people who write or draw or otherwise create all the Disney comics you’ve ever read. We are paid a flat rate per page by one publisher for whom we work directly. After that, no matter how many times that story is used by other Disney publishers around the world, no matter how many times the story is reprinted in other comics, album series, hardback books, special editions, etc., etc., no matter how well it sells, we never receive another cent for having created that work…

Then one country started producing a series of all-Rosa albums. Another two countries started producing annual all-Rosa pin-up calendars. Then several more countries started producing all-Rosa special hardback editions which became best-sellers. I was called on to do promotional tours to help sell books of my work even though I was never paid royalties on those sales. What? Huh?..

And on these promotional media events when I did press conferences and appearances on national TV talk-shows, some interviewers would privately comment about how nice it must be for me to be getting so rich off something I obviously enjoyed doing so much. Eventually it hit me — all the European fans assumed that I was a millionaire…

Then the publishers took the next inevitable step. A new reprint album of my Scrooge McDuck adventures was not to be titled Scrooge McDuck #1, but Don Rosa #1. The annual “Donald Duck Calendar” was to become the annual “Don Rosa Calendar”…
What I did was hire a lawyer, at no small expense, and copyright my name across Europe and South America. Disney publishers certainly had every right to use my comic stories — those were Disney property. But my name is not Disney property – it is my property…

I did not ask for royalties. I decided to ask simply for an annual fee for the use of my name to sell products…

My publisher Egmont immediately agreed! I suppose they were simply waiting for me to say something. After all, they are a big company… in fact, a non-profit charitable organization… so why would they offer me a fee until I demanded it?…

With the non-Egmont publishers it is a different story. I let them know that they could no longer publish the all-Rosa albums and books using my name to promote them unless they had my permission. All they had to do was ask. But they would not…

So, to this day, that’s why you see all-Rosa book series in France, Brazil, the Netherlands, Italy, Greece and Indonesia (and probably other countries I haven’t found out about) which are attributed to an “anonymous” author…

Fans who did know what an unfair system we Disney comics people work in have often said to me “you’ve made a name for yourself now! Why not stop this thankless work and produce comics of some character that you create yourself?” And publishers have often told me they would publish anything I decided to create for them. But my reply has always been “Any character I might create next week… I would not have grown up with that character. I wouldn’t care about him. My thrill is in creating stories about characters I’ve loved all my life.” I’m a fan.

E é a esse estatuto que Don Rosa regressa. O seu texto na íntegra (donrosa.de).

Sugestões #33

De volta com mais sugestões para animar a Primavera.
A destacar Thanos Rising por Jason Aaron e Simone Bianchi na Marvel, a antologia Solo na DC, produzido pela nata dos comics, Jupiter’s Legacy por Mark Millar e Frank Quitely na Image, Uber de Kieron Gillen e Caanan White na Avatar e Property por Rutu Modan na Drawn and Quarterly. E aproveite e visite a livraria pejada de novidades! Boas leituras!

Marvel para assinatura

Thanos Rising #1 (de 5)

Por Jason Aaron e Simone Bianchi. O future da Marvel começa aqui! Thanos ascende como o vilão sem paralelo, nesta saga de tragédia, mentira e destino. De onde é que este semi-deus da morte e destruição veio e mais importante o que ele quer? O futuro da Marvel começa aqui a ser moldado!

X-Men (Vol. 3) #1

Por Brian Wood e Olivier Coipel. Um velho inimigo aparece às portas dos X-Men, pedindo asilo e protecção contra um antigo mal que regressou à Terra. Entretanto, Jubilee volta à casa, com um bebe órfão que pode ser a chave para sobrevivência da Terra, ou a sua destruição. Contra o que aparenta ser uma invasão extra-terrestre e uma guerra que dura ao longo de eras entre irmão e irmã, Storm junta uma equipa para proteger a criança e deter a nova ameaça que pode destruir a vida na Terra!

Dark Horse para assinatura

Abe Sapien: Dark and Terrible #1 (de 3)

Por Mike Mignola, Scott Allie e Sebastian Fiumara. Em fuga do BPRD, um Abe Sapien mutado atravessa uma America devastada, com cadáveres de monstros espalhados e cidades em ruínas.

Star Wars: Darth Vader and the Ninth Assassin #1 (de 5)

Por Tim Siedell, Stephen Thompson e Mark Irwin. Oito assassinos contratados para matar Darth Vader, oito assassinos mortos. Agora o homem que os contratou procura um nono assassino. O preço? Mais do que todos os créditos nos seus cofres sem fundo. Mas quando se resume em vingar o seu filho, nenhum sacrifício é demais para garantir o único homem capaz de assassinar o Dark Lord dos Sith.

DC

Solo HC

Por Darwyn Cooke, Jeph Loeb, Brian Azzarello, Richard Corben, Tim Sale, John Arcudi, Howard Chaykin, Michael Allred, Neil Gaiman, Steven T. Seagle, Sergio Aragones, Mark Evanier, Tim Sale, Paul Pope, Jordi Bernet, Teddy Kristiansen, Scott Hampton, Damion Scott, Brendan McCarthy e companhia. Finalmente a incrível antologia de 12 números Solo é compilada, com pequenos contos escritos e ilustrados por alguns dos maiores autores da actualidade. Temos histórias tão diversas, com o Batman, os Teen Titans, Spectre, Superman, entre outros, e acrescentem histórias de western, ficção-científica, humor, horror, guerra e crime e temos a edição que não se pode perder!

Image para assinatura

Jupiter’s Legacy #1

Por Mark Millar e Frank Quitely. Os maiores heróis do mundo estão velhos e o seu legado é venenoso para os seus filhos, que nunca estarão à altura dos seus notáveis pais. Uma das grandes séries de 2013 a não perder!

Chin Music #1

Por Steve Niles e Tony Harris. Shaw é um homem em fuga e perdido no tempo. Fugindo de antigos inimigos, Shaw encontra-se em Chicago, no auge da Lei Seca, cercado por ganistes e demónios, perseguido pelos agentes da lei e forças locais de sobrenatural. Chin Music é um conto sobre misticismo e violência, como nunca antes visto.

Miniature Jesus #1 (de 5)

Por Ted McKeever. O diabo num ombro, um anjo no outro. Um diz para fazer coisas más, o outro o contrário.
As más notícias para um alcoólico em recuperação, é que o “bom” está desaparecido. Entre um demónio “esponja” de álcool e um gato mumificado apostado em “lixar” a sua frágil estabilidade com esoterismo dos deuses egípcios, isto é tudo sobre fazer a vida do nosso herói atingir a proverbial valeta!

IDW para assinatura

Danger Girl: Trinity #1 (de 4)

Por Andy Hartnell, John Royle e vários. Temos três vezes a acção, três vezes a emoção e três vezes o perigo!
Abbey, Sidney e Sonya em três diferentes aventuras, cheias de intriga e acção, cada uma ilustrada por diferentes artistas. E no final a maior surpresa do ano!

Dungeons and Dragons: Cutter #1 (de 4)

Por R. A. Salvatore, Geno Salvatore e David Baldeon. Tierflin e Doum’weille são irmãos half-Drow, envolvidos em competição pelo direito de possuírem a encantada espada sanguinária Khazid’hea, conhecida como Cutter! O seu pai o Drow renegado Tos’un-a, veterano de batalhas contra os Orcs do reino de Many-Arrows é forçado a escolher um herdeiro. Mas o que tem a poderosa espada a dizer sobre o herdeiro?

Archaia

Strange Attractors HC

Por Charles Soule e Greg Scott. Para poder conseguir um confortável emprego de pós-graduação, Heller Wilson escolhe um tema para a sua tese de doutoramento, seguindo os conselhos do seu orientador. Isto leva-o a conhecer o Dr. Spencer Brownfield, um professor de Columbia, caído em desgraça, que passou a sua carreira a investigar a “Complex Theory”, a ideia que alguém pode usar matemática para prever as consequências em grande escala, causados por alterações no ambiente, causadas em minutos. Inicialmente, Brownfield parece louco, mas Heller cedo descobre, que a sua investigação pode ser a única coisa que impede New York de se destruir de dentro para fora.

Avatar

Uber #0

Por Kieron Gillen e Caanan White. 1945, a Alemanha está em ruínas, a guerra no oeste está a dias do fim. As ameaças de lançar os “wunderwaffen”, feitas pelo moribundo Reich são anedóticas. Não existem armas milagrosas. É o fim. Tem de ser o fim. Mas não é. Já houve histórias que misturam super-humanos com a II Guerra Mundial. Mas nunca como esta. Descobre super seres numa nova perspectiva, à medida que Kieron Gillen apresenta um épico que não só rescreve a História, mas redefine o género.

Drawn and Quarterly

Property HC

Por Rutu Modan. Após a morte do seu filho, Regina Segal leva a sua neta Mica para Varsóvia, na esperança de recuperar a propriedade familiar perdida durante a II Guerra Mundial. À medida que conhecem a moderna Varsóvia, Regina é forçada a lembrar-se do passado difícil, o que leva Mica a desconfiar que, talvez as razões para a sua vinda, não são diferentes daquelas que a sua avó a fez acreditar.

Seven Seas Entertainment

Zero’s Familiar Omnibus Vol. 01

Por Noboru Yamaguchi e Nana Mochizuki. Num mundo onde a magia é suprema, a trapalhona feiticeira aprendiz, Louise Françoise le Blanc é conhecida pelos seus colegas da academia de magia Tristan, como Louise a “Zero”.
Durante um importante ritual de passagem, quando cada aluno tem de invocar um familiar para a vida, Louise prova ser mais uma vez inepta, quando por acidente invoca um adolescente da Terra. Agora, quer ela goste, ou não, Louise, a “Zero” e Saito, o sempre resmungão terrestre do Japão, estão ligados pelas leis da magia como mestre e servo para sempre!